quarta-feira, 26 de junho de 2013

AÇAFRÃO DA TERRA - SABOR E RESISTENCIA.


O açafrão-da-terra, conhecido também como cúrcuma, turmérico, açafrão-da-índia, açafroa e gengibre amarelo, é uma planta herbácea da família do gengibre, originária da Ásia.


Aqui pelo Brasil e pelas panelas desse interior de meu Deus é só açafrão, comida de Domingo, de frango caipira e canja forte pra quem tá resfriado.

É da cor do ouro, de ouro antigo. De fogão de lenha e panela de ferro.


É a resistência dessa gente simples, que viaja pra ganhar seu sustento, que luta pela sobrevivência todos os dias. Que resiste dentro e fora das comunidades e segue, porque andar é precisa.
Seja rico ou pobre, o açafrão é sinônimo de tradição e de resistência para nós, ele é o nosso ouro da terra.


Tempero Indiano
(Da Cozinha dos Vurdóns)

com curry,
pimenta
flôr de sal
cebola seca
alho seco

Batatas na manteiga


Corte 5 batatas grandes em rodelas grossas e coloque para cozinhar com água, sal e açafrão.
Escorra quando tiverem macias e cozidas.
Prepare uma frigideira com manteiga e salsa fresca picada.
Distribua as batatas e doure.

Cozinha dos Vurdóns


sábado, 22 de junho de 2013

BOLO DOS PEDIDOS OU BOLINHO DA TIA CLARA



 Reinventar o bolo da tia Clara ou o Bolo dos Pedidos foi uma aventura. primeiro porque o dela é maravilhoso e depois porque a cozinha estava reunida. Estamos na ativa. Os trabalhos pessoais avançam, a vida continua. Cada qual na sua profissão e depois de uns dias de descanso, afinal ninguém é de ferro...muito menos nós.




Ele tem esse nome porque quem come dele, pede mais ... faz até promessa pra conseguir uma forminha, de tão bom que fica. Tem jeitinho de bolinho de criança, um gosto simples, sabor de casa e de aconchego. Esse é o bolinho da Tia Clara.
 aqui foi no braço

Ingredientes: 150gr de farinha de trigo, 200gr de fubá mimoso, 7 ovos, 350gr de manteiga ou de margarina, a mesma quantidade de açúcar, uma xícara de côco ralado grosso e sem açúcar. 

agora é só colocar a geléia

Bata bem o açúcar e a manteiga; quando estiver um creme homogêneo, coloque os ovos um a um, batendo sempre e vá alternando com colheradas da farinha de trigo e do fubá que deverão ser peneirados juntos. Bata bem. Coloque, por último, o côco ralado. Prepare as forminhas individuais. Agora, acrescente em cada forminha, uma colher de sobremesa de geléia de framboesa e morango (fizemos mista). Coloque em forno moderado e, a partir de meia hora, comece a fazer o teste do palito e feche o forno sem pressa, mas não tão lentamente. Desenforme apenas depois de frio. 
 matando a saudade da tia Clara...

essa desculpa foi boa né? mas ajuda a voltar a ativa.
Aproveitamos para fazer os famosos bolos de café com chocolate da Bertha - receita das velhas purys da Hungria, uma lembrança não mais esquecida dos livros de família. Esses foram recheados com castanhas e avelãs, café forte e sem açucar e feitos com chocolate amargo, como manda a tradição.

Cozinha dos Vurdóns

quarta-feira, 19 de junho de 2013

UM CONTO E ALGUNS LIVROS

Quando os sonhos se tornam realidade ... assim começa a dedicatória da nossa orquídea, da Carlota, direto de Portugal para a Cozinha dos Vurdóns.

Um Conto;

                                                                   
Envolta na Bruma


Transformar sonhos em realidade é pura magia, para a Carlota e para nós. Obrigada por ter se lembrado com tanto carinho. Isso é o que nos move muitas vezes.


Mas veio também de longe, três grandes carinhos. Um de um casal de ciganos, residente em São Paulo. Pessoas que aprendemos a admirar, pela resistência, pelos sonhos, pela bravura e coerência. Daniel e Ana Rolim. 
E os outros chegaram pelas mãos de Mio Vacite, são dois exemplares de uma escritora brasileira á qual muito respeitamos: Cristina da Costa Pereira. E assim o acervo da AMSK e da Cozinha cresce, igual bolo de bom fermento, igual lança de atiradeira vamos andando, voando. Passando por tempestades e por brisa.

Estamos na estrada e reafirmamos o nosso andar. E como em toda caminhada, ganhamos e perdemos, mas aprendemos com a vida e com o drom (caminho), que só se perde aquilo que nunca se teve.

Felizes...
trazendo em nosso bronze gravado,
o nome da Virgem Maria.

Cozinha dos Vurdóns.

 

sábado, 15 de junho de 2013

SORVETE COM CALDA DE FRUTAS VERMELHAS AO MOLHO DE VINHO.

Um sorvete mais que especial, a calda faz a diferença.

O sorvete é de creme ou pode ser de chocolate branco.

A calda merece atenção...

Numa panelinha, coloque em banho maria, o mix de frutas vermelhas:

morango,
cerejas,
framboesa,
1/2 limão - o suco,
 1/2 xícara de chá de açúcar.

Misture devagar e deixe que as frutas se misturem.
Quando isso acontecer, retire a espuma que se forme e verifique o ponto - quando desgrudar da panela.

Desligue o fogo e acrescente 1 xícara de vinho tinto (de boa qualidade) e misture bem. Volte ao fogo baixo, apenas para levantar fervura e deite sobre o sorvete.

Já idosa a vó Anna não podia mais tomar sua taça de vinho, então enganávamos a todos, mas ela dormia feliz, e a gente rezando, pra ninguém descobrir.

acho que minha tia sabia...

cozinha dos Vurdóns

SARMIANCAS - AS SALADAS DA VÓ ANNA

Assim a Vó Anna chamava ... sarmiancas, a nossa bha. Normalmente eram feitas em bacias coloridas, colocava-se 1/2 limão espremido, duas pitadinhas de sal e ia pra mesa.
Fizemos a releitura da salada da Vó Anna e de algumas outras comidinhas que ela tanto amava, acho que ela ia gostar, afinal, ela gostava de mesa colorida, de uma boa conversa e de um avental branco com fitas azuis.
alface romana
alface roxa,
manjerição fresco,
maça - conservada no limão por 3',
uva passa,
rúcula,
acelga.


 Molho;

azeite,
nós moscada,
 e 
mostarda Dijon 
recebendo amigos

na Cozinha dos vurdóns

sexta-feira, 7 de junho de 2013

CÔCO QUEIMADO, o nosso DOCE MULATO

 
2 xícaras de chá  - de leite em pó (sem açúcar tá!)
1 xícara de chá de água quente – coloque no liquidificador primeiro.
1 ½ de açúcar cristal – ou açúcar de baunilha ou o mascavo.
1 colher de sopa de manteiga c/ sal (ajuda a equilibrar o doce)
3 colheres de sopa de Côco ralado - fresco.

Para o preparo do mulato pode ser qualquer um dos três tipos de açúcar.
Bata tudo no liquidificador ou batedeira, até que chegue a consistência firme.
Guarde na geladeira com filme plástico, pelo ao menos 30’ antes de usar em qualquer receita.
Separe 1 colher de sopa de  MANTEIGA e 1 xícara (chá) de Côco queimado – compre pronto, mas sem açucar. Uma colher (sopa) de farinha de nozes – média.
 
 
Leve um tacho para o fogo – coloque o leite condensado que está na geladeira e misture a manteiga e o côco ralado. Quando levantar a segunda fervura, acrescente a farinha de nozes, misture e engrosse. Pique ameixa preta a vontade, faz toda a diferença. Desligue o fogo e coloque numa travessa para esfriar.
Pra enrolar, use o restante do Côco queimado. 

Caso queira, troque o final por farinha de nozes e enrole o doce.

Cozinha dos Vurdóns

sábado, 1 de junho de 2013

NEGRITA, UMA DOCE RECORDAÇÃO



NEGRITA, um doce inverno.



Isso é doce de tacho fia, de tacho de cobre, é de lamber os beiços e juntar os pés, toma conta de não espirrar que queima e queimadura de negrita, nem gema de ovo resolve. 
Lembrança de Dália, neta de Ana, filha de dona Franchesca e por aí se segue ...

Esse doce está na família há muitos anos. Antes era feito em travessa funda e servida em pratos individuais, hoje ela se misturou a muitas outras receitas, mas manteve a leveza.
As porções individuais ganharam peso e são desta forma as mais solicitadas... Então, fizemos uma rodada de NEGRITA. Sucesso na certa para esquentar do friozinho que começou a colocar as manguinhas de fora.


Modo de preparo:

2 xícaras de chá  - de leite em pó (sem açúcar tá!)
1 xícara de chá de água quente – coloque no liquidificador primeiro.
1 ½ de açúcar cristal – ou açúcar de baunilha ou o mascavo.
1 colher de sopa de manteiga c/ sal (ajuda a equilibrar o doce)
3 colheres de sopa de menta ou hortelã, picadas finamente.
200 grs de avelãs inteiras. (caso coloque o hortelã, retire o avelã ou vice versa)

Para o preparo da negrita pode ser qualquer um dos três tipos de açúcar.
Bata tudo no liquidificador ou batedeira, até que chegue a consistência firme.

Guarde na geladeira com filme plástico, pelo ao menos 30’ antes de usar em qualquer receita.
Separe 4 colheres de sopa de chocolate em pó e 1 xícara (chá) de lascas de chocolate amargo – pode ser no ralador grosso. Uma colher (sopa) de pó de café – extra forte.

Leve um tacho para o fogo – coloque o leite condensado que está na geladeira e o pó de café misturado com chocolate em pó e mexa até que tudo esteja uniforme. Quando levantar a segunda fervura, acrescente as lascas de chocolate amargo, a avelã, a hortelã, misture e engrosse. Desligue o fogo e coloque numa travessa para esfriar.

Enrole e passe no chocolate em pó ou em lascas finas de chocolate amargo.

Cozinha dos Vurdóns

 

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