quarta-feira, 30 de maio de 2012

ESCONDIDINHO DE MANDIOCA COM CALABRESA.


ESCONDIDINHO DE MANDIOCA COM CALABRESA.
UM RECEITA
UM FOLCLORE BRASILEIRO


Aqui vamos nós...esses dias foram de agitação e muito trabalho, pra variar.
Pra descontrair um pouco, recriamos uma receita que é conhecida por muitos com ESCONDIDINHO.
O nosso foi de mandioca (macaxeira) e calabresa. Era servida como uma torta quente, a noite.

 
ESCONDIDINHO DE MANDIOCA COM CALABRESA.



Coloque a mandioca pra cozinhar (700 grs) e deixe que ela quase desmanche, depois passe pele espremedor de batatas – cozinhe sem sal. Reserve.





Em seguida vá preparando o recheio:



250 grs de linguiça calabresa fina – coloque pra cozinhar e assim retirar o excesso de gordura.
1 cebola ralada,
4 dentes de alho amassados, cebolinha picada,
Ameixa preta picada,
Salsa desidratada ou da comum.


Molho de tomate napolitano ( azeitona, manjericão e tomate, azeite, cebola e alho – refogue tudo no azeite, coloque sal e uma pitada de açúcar. Esse temos guardado em saquinho na geladeira, dura 1 Mês e congelado, dura muito mais. Vá colocando água até tudo ficar cozidinho e bem encorpado).

 recheio pronto

Para o purê de mandioca:


  Misture tudo até desgrudar da penela. Sempre mexendo.

Coloque a mandioca amassada na panela, com 1 colher de sopa bem cheia de manteiga (salgada) e 1 colher de sopa de azeite.
1 copo de requeijão culinário,
1 copo de leite,
Meio copo de queijo ralado – fino (opção).
Salsa desidratada.

 coloque numa vasilha de vidro a metade do purê de mandioca.

 coloque uma camada com todo o recheio.

cubra com o restante do purê e está pronto.

Folclore Brasileiro » A Lenda da Mandioca


Segundo essa lenda de origem indígena, há muito tempo numa tribo indígena a filha de um cacique ficou grávida sem nunca sem ainda ser casada.
Ao saber da notícia o cacique ficou furioso e a todo custo quis saber quem era o pai da criança. A jovem índia por sua vez, insistia em dizer que nunca havia namorado ninguém.
O cacique não acreditando na filha rogou aos deuses que punissem a jovem índia. Sua raiva por essa vergonha era tamanha que ele estava disposto a sacrificar sua filha. Porém, numa noite ao dormir o cacique sonhara com um homem que lhe dizia para acreditar na índia e não a punir.

Após os nove meses da gravidez, a jovem índia deu a luz a uma menininha e deu-lhe o nome de Mani. Para espanto da tribo o bebê era branco, muito branco e já nascera sabendo falar e andar.

Passa alguns meses, Mani então, com pouco mais de um ano de repente morreu. Todos estranharam o triste fato, pois não havia ficado doente e nenhuma coisa diferente havia acontecido. A menina simplesmente deitou fechou os olhos e morreu.
Toda a tribo ficou muito triste.

Mani foi enterrada dentro da própria oca onde sempre morou. Todos os dias sua mãe, a jovem índia regava o local da sepultura de Mani, como era tradição do seu povo.
Após algum tempo, algo estranho aconteceu. No local onde Mani foi enterrada começou a brotar uma planta desconhecida. Todos ficaram admirados com o acontecido. Resolveram, pois, desenterrar Mani, para enterrá-la em outro lugar.
Para surpresa da tribo, o corpo da pequena índia não foi encontrado, encontraram somente as grossas raízes da planta desconhecida. A raiz era marrom, por fora, e branquinha por dentro. Após cozinharem e provarem a raiz; entenderam que se tratava de um presente do Deus Tupã. A raiz de Mani veio para saciar a fome da tribo. Os índios deram o nome da raiz de Mani e como nasceu dentro de uma oca ficou Manioca, que hoje conhecemos como mandioca. 

***                                                                              ***                                                                    ***
Foi bom para conversarmos sobre os últimos acontecimentos e suas projeções. O texto que produzimos e as condições gerais, denúncias sobre as violações dos ciganos no Brasil. Aqui vamos nós, quem disse que seria fácil, nunca; mas não precisava ser tão brutal. Em breve o publicaremos aqui.
A realidade dos acampamentos e seu cotidiano nos quatro cantos do país é incrivelmente distinto e triste também. Por hora um poço da cozinha da Maylê e histórias do Brasil.

Cozinha dos Vurdóns

quinta-feira, 24 de maio de 2012

24 DE MAIO É DIA DE SARA: A KALÍ




No dia 24 de maio se comemora o dia de SARA KALÍ,
ela não é uma santa comum,
nem canonizada é,
não é a senhora de todos os romani do mundo.

Sara também não é lenda,
Sara é história,
Sara é parte da nossa história.

Ela é a mulher que plantou flores,
derrubou barreiras 
construiu pontes.

Sara rompeu os mares
e construiu sua própria história.

Ela é Sara,
nossa amiga e companheira.


                                      romany child happyby ~hannahsvanteson

Porque como ela, acreditamos num futuro mais digno.


Porque como ela, sabemos que é possível 


 Romany Leslie Edna UK 003 Gallery: Nigel Dickinson Gallery
Porque seguindo seus passos, sabemos que há muito a se fazer.

Por todos nós

ANDO SARA
(por Sara)


Porque hoje é o dia de termos esperança.
Num mundo mais justo,
num mundo melhor.


Porque hoje é dia de romper novos mares
e novamente desembarcar em terras firmes.

COZINHA DOS VURDÓNS

terça-feira, 22 de maio de 2012

A REALIDADE DA POESIA E DA PINTURA DE DAVID BEERI

Da poesia e do carinho, deixamos um "nais tukê" a cada um. Um muito obrigado. Mas trazemos a realidade de um pintor rom, que conseguiu em traços definidos e realistas, deixar um pouco da vida na grande  Rromá. Um pedaço da realidade que cada um de vocês ajudou a combater. Somos poucos, nós sabemos disso, mas é assim mesmo que transformamos o mundo, quando começamos por nós, pequenos mortais.



Mas antes das fotos, deixo uma das muitas realidades da cozinha dos rromá hoje, essa se passa am algum lugar da Roménia e recebemos por e-mail de um amigo. A situação não é diferente na Lituânia e nem em muitos paises pelo mundo afora. 

Camp Gipsy
Bergen Belsen


Do glamour de muitos esteotípos a realidade nada romantica do cotidiano. Opré Romalé, levantem-se ciganos, isso é mais do que sangue e alma, essa é a realidade da maior minoria etnica do mundo. Afora achaques e chiliques, essa é a realidade pela qual lutamos e tentamos combater. Para que as futuras gerações tenham condições de optar pela vida sem o selo da discriminação e para que todos nós, rromani ou não, sejamos mais marionetes, quando formulamos nossos conceitos ou quando lutamos pela política pública acertada e coerente.

                                                  David Beeri: Cigány madonna / Gypsy
     

Nascido Károly Pongor Beri, ele é um artista Rom, artisticamente ele é David Beeri e nasceu em 1951 na Hungria.
A partir de 1982, ele está trabalhando como um artista profissional.

 
                                   David Beeri: Válaszúton / On the horns of a dilemma
 

Sua primeira grande exposição  foi em 1979 em Budapeste, seguida por exposições na Alemanha, França, Holanda, Romênia, Estados Unidos, Japão, Itália, China, Bélgica e outros.
Na segunda maior cidade da Hungria, Debrecen tem uma galeria, dedicada apenas ao seu trabalho. Suas pinturas e gráficos juntos em vários álbuns.
Seus quadros colocados em museus e instalações do governo e também em coleções particulares em todo o mundo. Mais de 60 exposições individuais e em conjunto com muitos outros artistas, ele tem compartilhado sua obra. 

 
                                     David Beeri: Cigány madonna / Gypsy  Madonna

Cozinha dos Vurdóns
Hoje deixamos a receita por conta de vocês.

sábado, 12 de maio de 2012

A COZINHA CONVIDA: COMBATA O CRIME DE ÓDIO COM POESIA




 
Era ali, naquele recanto do retrato,
que eu gostava de entrar,
parar junto desse homem de barbas brancas, 
de olhar deserto, insubmisso,
no rasto do sol, no caminho do feno,
com a flor do trigo
e a terra exausta.

Era ali, naquele recanto do retrato,
que eu gostava de ficar,
no horizonte raso,
no silêncio prolongado,
com o canto do seu povo,
e estender-lhe a mão.

Era ali, naquele recanto do retrato,
que eu gostava de viver,
na poalha das auroras,
no ardor dos poentes,
nas noites ao luar,
e poder dizer-lhe
“meu irmão” .

 Mamé

Poema que a nossa amiga Mamé nos enviou, daqui, dos banquinhos da cozinha agradecemos mais esse carinho.





“ Doce Deusa, daí-me saúde, Santa Deusa, daí-me felicidade e graça, para onde quer que eu vá; socorrei-me poderosa e imaculada, dos homens feios, para que eu siga nas estradas até ao lugar que destino; socorrei-me, Deusa; não me abandone, Deusa porque oro pelo amor de Deus.” ciganos da Hungria(Cit. Borrow, Geoge, pág. 20.)


fortune teller 1891 - costume






“Rom nasci, Rom morrerei,
Aonde quer que vás há Rons
Quem tem vergonha da sua língua
Tem vergonha do seu sangue,
Percorreremos a terra
E Rons sempre seremos
Todos os Rons são irmãos” [7].

 Hungarian
Poema cigano:
Auzias, Claire. Os Ciganos ou o Destino Selvagem dos Rons do Leste, Lisboa Portugal: ed. Antigona, 2001.

Texto enviado pela amiga Sonjha - obrigada pelo carinho.

****

O vídeo abaixo é da Anistia internacional e as imagens são fortes.
http://www.amnesty.fr/AI-en-action/Discriminations/Discriminations/Actions/Le-maire-de-Cluj-Napoca-doit-reloger-dignement-les-familles-roms-expulsees-5073



Los Rroma de Baia Mare viven en condiciones extremas de insalubridad. Esta población se hizo tristemente famosa hace una año por la construcción de un muro para separar los Rroma de los no-gitanos. © Mugur Vărzariu.

 ODE AOS POETAS CIGANOS


Ode aos poetas ciganos
com suas palavras Transcrição de rima
para a urze eo campo de milho
da cevada e da videira


Ode aos lares improvisados ​​lá
onde o sol apareceu a cada dia
onde os coelhos e os dedaleiras
cumprimenta cada dia de primavera novo borne


Ode às rotas que viajaram
com as suas caravanas rebeldes
com a luz de Deus para guiá-los
com o destino a tomar a sua mão


Ode à terra que soprou lá
os salgueiros e carvalhos
as músicas que eles cantavam ao amanhecer
a natureza novo casacos


Ode à língua cigana
o folclore e os sonhos que disse
a adivinhação senhoras
a lâmpada permanece feito de ouro


Ode ao trabalho que é oferecido
do recinto de feiras ea poeira
as dores da alma sofreu muitos
o romance, a concupiscência


Ode aos seus encargos cansados
suas habilidades que foram reconhecidos em
as areias do tempo irá consolá-los
em Deus sabemos que eles confiam


Ode as suas instituições
sua sabedoria e suas alegrias
as crianças cheias de riso
os sonhos de menina e menino.


COZINHA DOS VURDÓNS 
Um convite a utopia. 



Sastipê! Eis uma poesia de minha autoria para combater o ódio que existe entre os seres humanos ainda cegos e sem amor...Beijos Perfumados! Ando Sara! Devlesa!

DESEJOS

Ser como como o Vento
é meu desejo...
Nuvens e mares encrespar,
cruzar o firmamento,
na louca inquietação
de ser poeta
e nada ser...


Guirlandas de pétalas tecer
nas campinas estendidas, pôr dentro das conchas
o ruido do mar...
Perfumar de rosas
todos os caminhos.
E passar!


Ó Brisa Zíngara, de asas transparentes
irriquieta e suave
a sussurrar cantigas...


Deixa-me ser tua irmã!
Deixa-me reter tua essência perfumada
e o mistério das noites de verão,
no fundo dos meus olhos deslumbrados!

Quero ser vento,
perpétuo movimento,
murmúrios, ecos nos vales...
Mistério, nuvem que passa,
contínua e eterna mutação!

Cezarina Macedo.


Como não podia deixar de ser, não recuso um convite feito pelas minhas belas Princesas Cozinheiras.
"Combater O Crime do Ódio com Poesia".
Não sei muito bem se é isto que elas querem, mas cá vai a minha poesia. Não quero falar da parte má, da parte que a maioria de nós quer ver, pois há tanto de bom, que se deixarmos a nossa porta aberta, entram de uma maneira que nunca pensámos que fosse possível. E descobrimos coisas lindíssimas.
Cá vai.
Espera! Outra explicação. A poesia tem o cunho da Orquídea, por isso não irá sair coisa boa, eheh.
Vamos lá então!


Era noite e adormeci
Na lua e nas Estrelas ficou o pensamento
Deixei a minha alma voar
Senti próximo um nascimento

A um acampamento fui ter
Senti que já lá tinha estado
Ninguém deu pela minha presença
Ninguém me terá notado?

Uma fogueira no meio
Em volta um Vurdón, lindo!
É aconchegante este espaço
Tudo me estava atraindo

Com cores garridas nos fatos
Mulheres dançavam, sorriam
Tachos. Frutas, legumes
Alimentos que floriam

Crianças corriam
Numa alegria contagiante
Dá vontade ser criança, de novo
Viver esta vida saltitante

Homens tocando instrumentos
Som de música inebriante
Uma presença chama a minha atenção
Uma Estrela, cintilante.

O seu olhar é penetrante
O único que me consegue ver
Conheço este olhar
Uma calma, paz, invade o meu ser

Os seus passo vêm ao encontro dos meus
Deixa o meu corpo preso ao chão
Os seus olhos observam-me por dentro
Sinto o começo de algo, sinto um turbilhão

Passa por mim, rodeando o meu corpo
Ficando imóvel atrás de mim
Os seus braços envolvem o meu ser
No ar um odor a jasmim

Os seus lábios tocam o meu pescoço
Não consigo um só passo dar
Extansiando um perfume o meu ser
Fecho os olhos, não quero acordar!

Um violino toca ao longe
Não sei quanto tempo assim fiquei
Ainda sinto o seu cheiro
Abri os olhos, não o encontrei

Uma criança chega perto
Convida-me para comer
Faço parte das suas vidas
Só demorei a perceber

Serei esta, o EU verdadeiro?
Ou aquela que anda adormecida?
Ter mil vidas numa só
Ou só uma, eternamente vivida?

Quantas vezes fugimos do diferente?
Quantas vezes fugimos do inexplicável?
Com as Princesas Cozinheiras, muito tenho aprendido
Uma Cozinha bastante saudável.

Do blog Orquídea


A tua mão e uma estrela

Pôr do sol do Alentejo
Passa  a caravana
Na velha estrada
As cores e a poeira sobem no ar.

Os pássaros seguem os passos
E o grão, bago de arroz, feijão
Caídos do vurdón.

O canto fica no ar
Os saltimbancos ficam
Nos olhos a sonhar
Da menina à janela.

O caminho do nómada é incerto
O céu azul aquece
O sol escalda
A noite cai.

O céu escuro entristece
A estrela desce
Fria.

A vida corre
A estrada é longa
O fim, seguro, desconhecido.

Tu és tu, eu sou eu
Mas as nossas mãos podem tocar-se
Numa estrela.

O céu negro cintila
Todas as estrelas te seguem
E aquecem a tua estrada.

Nota:

Nunca escrevi poesia na vida.
Mas tinha que responder ao pedido das minhas amigas da Cozinha dos Vurdóns, a quem dedico este “poema-pensamento” e desejo que a compreensão una os seres humanos, todos da mesma raiz, nascido nus...

assinado: O Falcão de Jade 

 Poema-Cigano

Nós, ciganos, temos uma só religião: a da liberdade
Em troca desta renunciamos à riqueza, ao poder, à ciência e à glória
Vivemos cada dia como se fosse o último
Quando se morre, deixa-se tudo: um miserável carroção como um grande império
E nós cremos que nesse momento é muito melhor ser cigano do que rei.
Nós não pensamos na morte. Não a tememos – eis tudo.
O nosso segredo está no gozar em cada dia as pequenas coisas que a vida nos oferece
e que os outros homens não sabem apreciar; uma manhã de sol, um banho na torrente, o contemplar de alguém que se ama
É difícil compreender estas coisas, eu sei
Nasce-se cigano.
Agrada-nos caminhar sob as estrelas.
Contam-se estranhas histórias sobre ciganos
Diz-se que lemos nas estrelas e que possuímos o filtro do amor
As pessoas não acreditam nas coisas que não sabem explicar-se
Nós, pelo contrário, não procuramos explicar as coisas em que acreditamos.
A nossa vida é uma vida simples, primitiva: basta-nos ter por tecto o céu, um fogo para nos aquecer e as nossas canções quando estamos tristes.

Vittorio Pasqualle Spatzo (poeta cigano)

Enviado pela nossa Maria de Cadiz. 


Ser humano
Dois olhos
Dois ouvidos
Uma boca
Pele
Coração
Dois braços
Duas pernas
Sentimentos
Dores
Alegrias
Ama
Respira
Contempla
Pensa
Sofre
Ri
Chora
Nasceu
Morrerá
Alguém sabe quem é?
enviado por Isabel (Palavras daqui e dalí - as palavras que dizem muito) 




O soneto contém a minha viagem fugaz em torno dos ciganos de Coimbra que me alegraram a alma por me receberem bem.

SONETO DA MULHER CIGANA

Sob as estrelas
tecem-se conversas
ao mesmo tempo que se fazem as tranças.

Mãe cigana não sabe para onde se virar,
vê partir as filhas
com o coração desfeito.

O casamento foi combinado,
… de amor só se falará depois, não faltará.
A mulher sabe que a doçura
cria a criança que traz no colo.

As letras ficam adiadas, a tradição conta
que cada mulher sabe o lugar que ocupará
e a lágrima caída retrai-se
pois será a rainha da  noite estrelada.

Nossa doce Ana - (in) cultura


Veia Poética
Aqui vai:

Quem me dera ser cigana
E tratar o tempo por tu
Ter o céu como tecto
E as estrelas como luz.

Ser LIVRE todos os dias
Não sonhar com o amanhã.
Ter os amigos por perto
E, finalmente ser feliz!


Cláudia - da nossa livraria Lumierè.


Maro Dad
(pai nosso)


MARO DAD, KOHN ANDRO BOLLEOASTI, TE VEL I PATUV TER LAVESTI; TE AVEL TRO BARVELEPEN KE MEE; TE VEN TER PENNEPENA SSIR ANDRO BOLEPEN, AKKJAKES TE APRI PHÙ, MARO DIVESSESKRE MAARES DÉ MANDE ADA DIVES; PROSCHKIR AMENDE MAARE GRÈCHEN, SSIR ME PROSCHKIRVAHA MARE DOSCHVALENDE, MA LIGGER AMEM ANDRE GRECHE; HADDE MEEN ASSARE MYDSCHECHEPASTER. TRO HI O BARVELEPEN, TE SÒR TE PATUV DSCHIMASTER DSCHIN KO DSCHYBEN.
ANARANIA.    
Esse não é um poema, caras amigas e irmãs, é o pai nosso, que também nos alcança e nos dá força. Pelo simples fato de também sermos filhos de Deus.
Do nosso anjo - Zerafim   


Não tão a ver com isso, mas é porque sempre lembro de vocês quando minha profa de francês passa músicas - ela gosta de uns músicos contemporâneos que têm influências de música cigana. Acho tão tão tão legal! o último que ela passou foi Thomas Dutronc (depois procura uma música que se chama Demain).
Procuramos e aí está - Do Chefe Daniel (antirestaurante),
a gente achou que tem muiiiiiiiiiiiiiiita coisa a ver sim.

 com as orquídeas do Falcão

"Agustin Rivero", La pared de tu convento

A mi hermana Antonia, doblando la esquina, a cuatro pasos, el de "las monjas marroquíes". Dentro, monja de clausura, mi hermana Antonia "la monja gitana". !Poesía pura!
 Ni tú ni yo lo sabemos...
¿Cómo estará de por fuera
la pared de tu convento,
hermana Antonia...?
¡Ni tú ni yo lo sabemos!
Tú..., dentro, con Dios del brazo,
rezando siempre en silencio...,
y asomándose a tus ojos,
dos angelillos traviesos.
Yo..., como decía madre,
"Mi Agustín, siempre está lejos...".
A su corazón de pie,
y a la verdad de su verso,
le estaba chica la calle,
le estaba chico este pueblo...
No quiso escuchar palabra,
ni quiso escuchar consejo.
Con su verso a flor de labios
se fue soñando despierto...
Niña debía haber sido...
¡Como las cinco que tengo!
Dios y ella me perdonen,
que no volvería yo a hacerlo;
que lo mejor de mis versos...
éramos todos nosotros
¡y, nuestra madre, en el centro!.
 ¿Cómo estará de por fuera
la pared de tu convento,
hermana Antonia?
¡Ni tú ni yo lo sabemos!
¿Habrán escrito los niños
arañando sobre el yeso...?
¿Cómo le habrán hecho daño
las lluvias malas y el viento...?
¿Te acuerdas...?, hermana Antonia,
de aquella espuerta de yeso...,
de aquel cubo de cal blanca
y a nuestra madre, riendo...,
curando y curando heridas
de la pared del convento?
La puso blanca de fiesta...
Y Dios, ¡Que la estaba viendo!,
le mandó una nube blanca
para tapar los remiendos...
Madre se quedó contenta...
rezando su Padrenuestro.
¿Cómo estará esa pared?
¡Ni tú ni yo lo sabemos!
Tú..., dentro, con Dios del brazo.
Yo..., siempre lejos..., muy lejos.
Golpeándome la frente
este montón de recuerdos...
que, poco a poco, me matan...
y, de pie...,¡Me tienen muerto!.
 Agustín Rivero

Gracias Zerafim - besos de nosotras 

****

O retrato poético de um grande fotógrafo - uma acervo para  a memória.
http://www.robert-doisneau.com/fr/portfolio/gitans.htm

Couple de chaudronniers, Plan de Grasse

Juin 1969



Le coffre des étameurs, Plan de Grasse

Juin 1969


L'heure de la prière, Montreuil

1950



Maline, gitane de Montreuil

1950

A poesia do cotidiano, de quem trabalha, a poesia da realidade da Rromá. A poesia fotográfica.
A Poesia carinhosa que a R. nos mandou,
veio junto com um abraço bem apertado.

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