segunda-feira, 30 de abril de 2012

CARNE DE PANELA





Uma dica boa é usar azeitr temperado, com alecrim e pimenta rosa.









Carne de panela.

Nunca conheci nada mais prático, rápido e saboroso. Fácil de fazer e com umas dez variações, essa é a nossa preferida. Tanto pra festa como pra todo o dia.


500 grs de carne – pode ser de lombo, alcatra, enfim, você escolhe.
Suco de 1 limão,
Manjericão fresco – reserve,
Azeite, 6 dentes de alhos amassados e sal,
Salsa fresca,
4 tomates grandes, cortados em quadrados grandes.
1 cebola ralada e sal.
Deixe a carne descansar com 2 colheres de azeite, os alhos amassados, o suco de limão e 1 colher de sopa de sal.

Mexa e coloque na geladeira. Enquanto isso, rale a cebola e deixe os tomates lavados e cortados. Reserve também o manjericão e a salsa – lave bem e reserve galhos e folhas inteiras.
Aqueça uma panela larga e funda e quando ela estiver aquecida, coloque a carne que está na geladeira e a cebola que você reservou – já ralada.
Vá mexendo, pois ela tende a criar água, tampe. Quando a água secar, mexa devagar e coloque um pouquinho de água. Repita, deixe secar, mexa e coloque pequeninas porções de água. O perfume que exala é de desconcertar qualquer bom amante de uma carne bem temperada.


Lá pela sexta ou sétima colocada de água; é a vez dos tomates, coloque e mexa até incorporar e começar a desmanchar. 






A carne fica macia, mas sem caldo, quase frita. Misture a salsa e o manjericão, desligue o fogo, tampe a panela e agora é só o tempo de colocar na mesa.

As variáveis podem ser cenouras, batatas e mandioca em pedaços. Com pão está tudo certo ...

Cozinha dos Vurdóns


quinta-feira, 26 de abril de 2012

O MÊS DE ABRIL DE 2012

 
O NOSSO 8 DE ABRIL DE 2012
BRASIL



Você tem um sonho? Ouse realizá-lo. São pequenos sonhos que constroem os nossos dias.  Nesse dia 8 de abril de 2012 transformamos sonhos em realidade. E foi assim que o construímos:

Antes de amanhecer,
Subimos ao céu para colher estrelas, e a criança nos deu permissão para trazê-las.

Em fio de ouro e de prata, costuramos seus nomes; um a um e tecemos uma malha, tão iluminada que nenhuma escuridão poderia ofuscar o brilho dessa estrada.

Trouxemos os sonhos disfarçados de anjo, para que pudessem sem sossego e desalento, acompanhar nosso sono.
Pedimos aos céus para cobrir de verde, o tapete da existência de todos os ciganos e que em todos os tons e cores estivesse gravada a vida, em cheiro e em forma.
Que nada faltasse.

Pela manhã,
Visitamos os prados e os campos, as montanhas onde a tua alma habita, serena e absoluta, e pedimos às pedras que concedesse a fortaleza devida sob nossos pés e a exuberância de sua fortaleza sob nossos olhos.

Pedimos ao mar que as marcas em sua areia e as dificuldades que nos impedem de andar fossem lavadas; pedimos que a fé fosse revigorada, que sobre o doce manejo de suas águas todo o choro se abrandasse e toda a lágrima secasse.

A noite, sob as lamparinas que não se apagam, pedimos que a nossa memória não se findasse em lamúrias e desânimo, e que os céus nos sacudissem, se preciso fosse, lembrando que abaixo dos nossos pés e acima de nossas cabeças, existe uma força maior, um motivo maior para nossa existência.

Hoje agradecemos, porque ontem, em 8 de abril de 1971, foi o início da  história e não adiantaria pedir ao tempo que voltasse; porque o tempo anda para frente e é para lá que devemos seguir. Hoje, o 8 de abril de 2012 é nosso. Hoje comemoramos para unirmos forças a fim de construir pontes e derrubar barreiras nos 364 dias que nos restam até o próximo 8 de abril de 2013.

Hoje, os nossos sonhos se tornaram realidade, porque neles se encarnaram os velhos espíritos dos ciganos que já fazem mil anos, chegaram a europa e comungaram conosco um almoço, onde gravaram para sempre em nossas vidas a esperança e a liberdade.

Porque nós da AMSK/Brasil somos feitas do tecido de nossos sonhos.

Devlesa.

Todas nós.
Brasília, 08 de abril de 2012.


Quando demos essa foto ampliada ao Bruno, ele nos disse: 
"Esse é o lugar onde mais me sinto bem, em sala de aula com as crianças".
Armindo Bruno Gonçalvez é Português, um cigano jovem, um Calon. È a nova geração ocupando seu espaço no mundo. Bruno é um irmão, um amigo, um velho e meigo cigano, que nos ajudou a construir pontes e derrubar barreiras. . .


 Foi quando descobrimos que os velhos espíritos ciganos haviam chegado. . .
O mês de abril de 2012 está prestes a fechar as portas e avançar dias a dentro e nós vamos juntos. Ao nos despedirmos do sr. Ramirez ele me disse:
Não perca o carinho, seja sempre gentil. Algumas portas não vão se abrir, mas outras vão. O trabalho não é fácil, mas vão conseguir, tenho certeza disso. Ganharam um velho amigo.

Ando Sara
Por Sara.

domingo, 22 de abril de 2012

FOTOS QUE ALIMENTAM A ALMA

É verdade, nunca nos vimos, não nos conhecemos ... mas ... quem disse que precisamos nos conhecer para construir pontes?

Quem é ele?

 
Adalrich Malzbender
Nasceu em Berlim, Alemanha. É casado com uma portuguesa da região do Alentejo, sul de Portugal. Ele se dedicou à fotografia Preto e Branco desde 1976, revelando e ampliando filmes de 35mm e médio formato em sua casa.
A paisagem árida e luminosa do Alentejo, suas colinas sinuosas e oliveiras, cidades pequenas com ruas estreitas de paralelepípedo e casas caiadas de branco (remanescentes de 400 anos de ocupação árabe), continua a ser a maior inspiração para o seu trabalho - bem como os Alentejanos e grupos de ciganos que habitam as margens da cidade e são tão marginalizados como em qualquer lugar na Europa. Ele também manteve uma curiosidade e especial paixão pelas igrejas românicas de Portugal - frequentemente localizadas em paisagens maravilhosas - e suas esculturas simbólicas, adornadas com ornamentos graciosos bem como demônios e feras temíveis.
Ele publicou dois livros "Alentejo" (1993) e "Olhares Ciganos" (1995).
http://adalrichmalzbender.com

Quem é ela?
“Até nas flores se encontra
a diferença da sorte,
umas enfeitam a vida,
outras enfeitam a morte”.
 
 Os versos do trovador cigano brasileiro Jerónimo Guimarães

Ela é portuguesa, com um olhar que nos levou a descobrir que o carinho vem de família, o voo seguro do falcão, ela é a mulher que tornou possível a presença das fotografias de Adal no Brasil, para que pudessemos descobrir algumas coisas: 

Não importa onde estamos e nem quem somos, sempre há um traço semelhante,
Não importa a desconfiança do mundo, podemos confiar e apostar nisso,
Não importa a distancia, tem um pedaço da gente que fica com quem nos dá a mão,
Não importa o que dizem, mas há um exercito de pessoas disposto a construir pontes, basta que você tente,
O impossível dura apenas o segundo da pergunda. Pode? Sim ou não.

 Há tanto a se fazer e tantas vaidades a impedir,
Há tanta luta e tempo nos olhos desse senhor cigano, quanto há em todos aqueles que viram o tempo passar e a vida escorrer por entre os dedos.

 Há tanto pra se ver e tentar compreender com isso, talvez o que o fotógrafo compreendeu.
Que a vida passa e o tempo as vezes para,
Que o mundo gira e nem sempre estamos por lá para ver.
Que a amizade feita de possibilidades, as mesmas que nos levou um dia a Portugal, trouxe mais que recordações de uma viajem de férias.


Essas fotos são como registros sagrados do tempo que não vemos,
das coisas que teimamos em não enxergar,
da vida que finjimos não ver.


Junto com nossos números, mostramos essas fotografias, essas e outras de amigos desconhecidos e de alguns nem sempre amigos conhecidos, para que pudessem ver o quanto vale pouco a fantasia do mundo no qual nos isolamos. Tanto em Portugal, quanto no Brasil ou na França, existe um povo, uma nação que vive a espreita do belo, pelas vias e ruas, gente que vive e que constroi seu futuro e descansa do seu passado de luta. Gente que não vemos.


Mamé e Adal, nais tukê por terem nos enxergado com a alma sem nunca terem nos visto. Obrigada por terem ajudado a construir pontes de uma realidade quase sempre ignorada.

 Aos amigos, Adal, Mame, Falcão e Manuel

Eis a criança, com orgulho e filha de todos nós.
Que a imagem, segura e fiel as expressões, sejam como um facho de luz no fundo de uma caverna.

Que Sara abençoe, sua percepção e seu coração Adal, que abençõe suas mãos carinhosas mamé, que cubra as asas dourados do falcão e o imenso coração que tens Manuel.
Nada teria sido possível se não fosse o respeito e o carinho.

devlessa
opré romalé

Essa é a nossa receita de hoje, 
uma receita que nos aqueceu a alma.

Cozinha dos Vurdóns

quinta-feira, 19 de abril de 2012

TAPIOCA, A MAGIA DO POLVILHO

TAPIOCA CAPRESE
na cozinha dos vurdóns

Comecemos com o recheio:

tomates cerejas picadinhos
mozarela de búfala
manjericão picado,
alho crespo,
sal e azeite.

Mistur tudo e reserve, seu recheio já está pronto. Só espere para colocar o sal, pois junta água, deixe esse para os mintos finais.

Para a tapioca:

Coloque 500grs de polvilho doce numa bacia ou tijela e vá colocando 1 colher de sopa de sal, misture bem. Agora separe 300ml de água filtrada em temperatura normal e vá acrescentando. Misture com as mãos até a água sumir. Cubra e coloque na geladeira por 20 minutos. Essa é a hora ideal de preparar recheios, pegar a frigideira e deixar tudo montado.

Algumas idéias de recheio:

*banana picadinha com canela em pó e um pouquinho de açucar e cardamomo em pó.
*Doce de leite com uma fatia fina de queijo
*chocolate em pasta
*carne picadinha com creme mais grosso.

Use e abuse das idéias, o que não pode é ser um recheio com líquido.

Feito isso maõs a obra. Pegue uma frigideira que não precise untar e peneire a tapioca já pronta até cobrir o fundo da mesma,


Deixe no fogo médio ou no fraco... ela vai se soltar e aí você vira...


Pronta para o recheio...


e agora é só fechar para que tudo fique quentinho, ou derreta se for o caso...


Vantagens da tapioca:

É leve,
É fácil de fazer e pode guardar a farinha na geladeira (dá umas 20 tapiocas na frigideira menor) e a gente ainda inova, tem recheio até de carne seca, além da vantagem de ser polvilho.
Comida que lembra a tapioca dos indígenas brasileiros, os bolinhos da áfrica, o norte e o nordeste do Brasil, que no final das contas todo brasileiro come e gosta.

Bom lanche pra todos,

Cozinha dos Vurdóns
 

CICLO DE DEBATES: AS PESSOAS QUERIDAS

 Como esquecê-los
Impossível.

Com a palavra o Bruno Alessandro Augusto Peña Corrêa, (esquerdo) ex aluno do CEF 104 norte, quem recebeu as aulas referentes ao projeto Kalinka e que carinhosamente deu seu depoimento, provando que o conhecimento pode e faz toda a diferença, do seu lado o Prof. Paulo Bareicha (UnB) - vice coordenador do evento e a Profª Rosangela Corrêa, (UnB) coordenadora e mãe do Bruno. Do lado direito - o Prof. e diretor do Cef 104 norte - Marcus Viana e a vice diretora - Carin Helena, porque foram eles que abriram as portas da escola ao Projeto Kalinka - AMSK/Brasil e a Profa. Lucimara. Obrigada Bruno, você foi e é inesquecível.
A palestrante e pedagoga - Márcia Guelpa (CERCI - SP)

E a profª Dra. Florência Ferrari, da USP - pela coerência e imparcialidade com que tratou a questão. "Ciganos brasileiros, os ciganos e os brasileiros" um dos melhores estudos acadêmicos hoje disponibilizados no Brasil sobre o assunto.


E com certeza, uma das palestras mais enriquecedoras do evento, dada por um Profº e pedagogo, conhecedor da realidade das tendas e das dificuldades do ensino responsável pela integração cultural e respeito as diferenças.  Projeto de Alfabetização de jovens ciganos Calón na cidade de Florânia - RN
Prof. Flávio José Oliveira Silva, Comitê Educação em Direitos Humanos,
Educação do Campo e Relações Étnicos Raciais do Rio Grande do Norte. A esta pessoa, o nosso carinho incondicional e o nosso respeito.
Ciganos de Florânia - Flávio José.
 Foto: prof. Flávio José.

Quando se reunem profissonais, nas mais diversa áreas do conhecimento, pessoas que respeitam as diferenças entre os iguais, que são espelhos de humildade em muito fazer e de pouco se acharem sábios e conhecedores da verdade absoluta, as coisas andam. É só assim que avançamos. O falso conhecimento apenas atrapalha e mantém a pobreza. São mais que números, são pessoas. Pegadas de um Brasil possível, não só para os ciganos, mas com os ciganos.

Cozinha dos Vurdóns

sábado, 14 de abril de 2012

CICLO DE DEBATES: CIGANOS UMA HISTÓRIA NÃO TÃO INVISÍVEL

Como agradecer? Impossível fazê-lo somente em palavras. Há toda uma trajetória pela frente e vamos seguindo, nós e nossos amigos, nós, juntos.

 Nos dias 09 e 10 de abril de 2012, a AMSK/Brasil em parceria com a Universidade de Brasília, realizou o ciclo de debates: Ciganos uma história invisível, pautado no trabalho do Projeto kalinka


A profª. Maria Auxiliadora - Ministério da Educação,uma mulher que nos ajudou a construir a linha de uma identidade educacional, com toda a experiência sobre as minorias e sua trajetória de preconceitos.


Ana Dalila - PRORROM  de Colômbia, uma mulher Kalderash que nos ajudou a visualizar ações efetivas e caminhos possíveis.









A Secretária da SEPPIR - Silvany Euclênio, que tão carinhosamente nos recebeu e que luta para que mudanças e estruturas reais sobre os rromá, alcancem o dia a dia desse povo no Brasil.







Armindo Bruno de Portugal, Kalon - um irmão na luta constante em prol das construções reais.
O Ciganinho Chico (o livro) - um sucesso, um alento e uma possibilidade. A nova geração dos rromá, no caminho dos direitos humanos.





 O projeto Kalinka da AMSK/Brasil, contato pelos diretores do CEF 104 norte e um ex aluno da escola. A coordenadora do projeo, a profª Lucimara (AMSK/Brasil) apresentou os dados que estão disponíveis no sitio: www.amsk.org.br - o material está disponível na integra desde outubro de 2011.


O cigano Juan de Dios Ramiez Herédia - Kalon - Presididente da Union Romaní da Espanha. A certeza de que é possível mudar, avançar no presente, construir o futuro, sem esquecer o passado.
















O profº Flávio José de Florânia e a construção de uma sala de aula - Das telhas as tendas, a realidade de toda uma vida, de toda uma trajetória, para que a realidade da educação dos ciganos no Brasil, se dê com respeito a sua identidade e a sua cultura.






E a Eunice Borges, da ONU Mulheres, nos ajudando a construir a visibilidade das mulheres ciganas no Brasil e no Mundo.








Foram falas como a da Profª Florencia Ferrari, Nícolas Ramanush, Márcia Guelpa que se juntaram nesses dias, tentando traçar uma ajuda possível, de compreenção e entendimento. E a todos os que aqui estiveram, souberam da necessidade de ajudar, conversar e discutir em prol da construção visível dos rromá - ciganos no Brasil. A todos os que aqui estiveram, aos que mesmo distante, mantiveram seus pensamentos e seus corações juntos com os nossos, a cada um: Nais Tukê.


Fala da AMSK/Brasil


Há exatamente 1 ano atrás, no dia 08 de abril de 2011, a AMSK/Brasil, colocava em prática o Projeto Kalinka: ciganos na minha escola, uma história invisível, um projeto pedagógico em parceria com o Centro de Ensino Fundamental 104 Norte (CEF 104 Norte) – e em novembro de 2011, a professora Lucimara Cavalcanti, como representante da AMSK/Brasil, entrava nesta Universidade de Brasília, munida de dados reais, de sonhos possíveis e de utopia realizada, para uma breve reunião com a prof. Dra. Rosângela Corrêa, assim nascia a parceria para a realização do ciclo de debates: ciganos, uma história invisível.

Hoje, exatamente 1 ano depois, nós da AMSK/Brasil viemos agradecer, a esta Universidade de Brasília, no ano em que completa 50 anos. Viemos agradecer à Faculdade de Educação na pessoa da Profa. Dra. Carmenisia Jacobina Aires - Diretora da Fac. Educação/UnB e com grande carinho, agradecemos à Profa. Dra. Rosângela Corrêa – coordenadora deste Ciclo de debates, e a sua equipe.
Agradecemos a cada pessoa aqui presente, que escolheu estar aqui, que aceitou o convite para vir.
Agradecemos às pessoas que existem acima de suas instituições e cargos, por nos receberem com carinho, confiança e respeito. Obrigada à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR, à Profa. Silvany Euclênio Silva, e aos seus assessores Sr. Nilo Nogueira e Sra. Benemiria Eufrázio. Obrigada ao Ministério da Educação, a Profa. Viviane Faria, e a Profa. Maria Auxiliadora Lopes. Obrigada à ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, Ana Carolina Querino e a Eunice Borges. Obrigada às fundadoras da AMSK/Brasil.
Obrigada a todos e a cada um dos palestrantes que aceitaram o convite desta universidade e hoje estão aqui. Obrigada ao prof. Flavio José Oliveira, prof. Dra. Florência Ferrari, a Sra. Márcia Guelpa, ao Sr. Nicolas Ramanush.
É sobre o solo dessa pátria chamada Brasil, pelas benções de todos os dogmas de fé que cada um professa e sob os olhos de Deus, é que nós da AMSK/Brasil acreditamos na utopia da realização de um sonho, um sonho possível, o de ver o povo romani ocupar seu lugar de filho desta pátria assim chamada mãe gentil, com o devido valor, homens e mulheres, ciganos, cidadãos e cidadãs brasileiros, com seus deveres e com seus direitos conquistados e preservados perante o mundo.
Para tanto, é preciso compreender que o direito explicitado na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, de liberdade e igualdade para todos os que aqui nascem e vivem, precisa alcançar os padrões reais e acento; desde a certidão de nascimento e a carteira de identidade, até o direito sagrado de usufruir de condições mínimas para a sobrevivência, respeito a sua cultura e identidade própria.
A aceitação da diversidade das etnias romani no Brasil e em todo o mundo se torna um requisito prévio de qualquer política pública mundial acertada.
Há de se derrubar barreiras e construir pontes reais, com estatísticas, compilação de dados e estudos em todas as áreas do conhecimento. Pontes onde a preservação da identidade deste povo seja resguardada da violência e da fome.
Por construírem pontes onde dantes haviam somente pedras é que agradecemos ao Prof. Dr. Juan de Dios Ramírez Heredia, KALON Presidente da Unión Romaní, Barcelona-Espanha, ao Sr. Armindo Bruno Gonçalves, KALON do Centro de Estudos Ciganos de Portugal e Mediador municipal de Coimbra/Portugal, a Sra.  Ana Dalila Gomez Baos, KALDERASH Coordenadora geral do Proceso Organizativo del Pueblo Rrom Gitano de Colombia (PRORROM). Faz parte do cotidiano de todos os CIGANOS e CIGANAS a hostilidade étnica, a rejeição, o ódio racial e a violência. No Brasil, esse mecanismo não é diferente.

É nosso dever, enquanto cidadãos e cidadãs brasileiros e como parte do Estado, construir um quadro fidedigno, no sentido teórico, real e legal, para que a promoção dos direitos das minorias relativas aos romani alcancem as especificidades políticas e sócio-culturais no Brasil. Trabalhar e construir pontes com a participação efetiva das associações ciganas e seus segmentos representativos e não simplesmente para eles.

E por fim a AMSK/Brasil acredita e crê que a miséria, a pobreza, a discriminação e o preconceito não podem ser a herança de um povo, do povo romani.
E por acreditar nesses valores é que não o fazemos por nós, mas por todos os ideais que foram defendidos por uma mulher, no século I, cujo nome é Sara. Nós somos a Associação internacional Maylê sara Kalí – AMSK/Brasil e agradecemos a todos vocês, por estarmos aqui hoje.

Brasília 09 de abril de 2012
CICLO DE DEBATES: CIGANOS UMA HISTÓRIA INVISÍVEL
Elisa Maciel Costa
Presidente da AMSK/Brasil

sexta-feira, 6 de abril de 2012

DIA 8 DE ABRIL

Hoje é Páscoa, domingo da Páscoa. Hoje é o dia Internacional do Povo Rom.

Deixamos vocês com palavras escritas pela memória e pelo respeito. Isso é Páscoa, isso é Rromá Day. Que o verdadeiro sentimento que ora surge em todos nós, sirva para destruir as barreiras e construir pontes.
AMSK/Brasil









8 de abril.
DIA INTERNACIONAL DEL PUEBLO GITANO

Cuando la memoria hace del pasado un tiempo presente

La suerte, la providencia, el destino o como se le quiera llamar hizo que yo estuviera presente en Londres la semana del 8 de abril de 1971. Desde entonces ha llovido mucho. Han pasado 41 años. Yo era casi un chaval, como suele decirse. Y mi viaje a Londres, en las postrimerías del franquismo, supuso mi bautizo al conocimiento de la realidad gitana mundial de la que hasta entonces tan sólo tenía muy vagos conocimientos.

Gitanos y gitanas procedentes de 25 países nos dimos cita en Londres. Yo acudí sin conocer a nadie y sin tener muy clara la idea de qué se iba a tratar en aquella reunión. Y mi primera sorpresa fue comprobar que aquellas jornadas habían sido convocadas, programadas y dirigidas por los propios gitanos. Ni un solo gachó (payo) intervino en los debates ni condicionó en absoluto los acuerdos que allí se tomaron. Los recuerdos vienen a mi memoria con la misma fuerza con que aparezco en las fotografías que acompañan a este comentario y que me fueron regaladas el año pasado en el Reino Unido.
                                                                                           
El 8 de abril de 1971 yo sabía que en el mundo vivíamos más gitanos que los que yo conocía en Andalucía, pero no los había visto nunca. El 8 de abril de 1971 oí hablar por primera vez en rromanò. En mi casa mi familia chapurreaba el caló. No era igual aún siendo lo mismo. Y pude comprobar, maravillado, como gitanos que vivían tras el telón de acero, ─gitanos que jamás hubieran soñado con que las autoridades comunistas de sus países les autorizaran para salir al mundo capitalista─ se entendían perfectamente con otros gitanos llegados de Francia, de la antigua Yugoslavia, o de la temida Alemania. El 8 de abril de 1971 se conmocionaron mis entretelas cuando sentí en mi piel los besos cálidos de tantos gitanos que me abrazaban emocionados por haber encontrado al hijo perdido, al hermano desconocido que venía de la vieja España donde ─ellos lo sabían─ vivían centenares de miles de gitanos aislados del conjunto de su pueblo esparcido por millones por todo el mundo.

El 8 de abril de 1971 me sentí más libre que nunca. Participé en la votación que institucionalizó nuestra bandera y entonces entendí la liberación que supone tener por techo el azul del cielo y por suelo el verde de los campos. Entonces comprendí con absoluta claridad por qué mi abuelo Agapito siempre nos deseaba salud y libertad.

El 8 de abril de 1971 vi por primera vez una balalaica. Y escuché su sonido en manos de Jarko Jovanovic. A su melodía se le unió la música suave, triste y melancólica de unos violines, y mientras de las cuerdas de la balalaica saltaban las notas enfurecidas imitando el chisporrotear de las llamas asesinas que acabaron con las vidas de tantos inocentes en los campos nazis, los violines con su dulce melodía, abrían  los ríos de lágrimas con que enjugábamos el recuerdo de tantos ancianos injustamente gaseados, de decenas de miles de niños masacrados y de centenares de miles de hombres y mujeres que, en la flor de la vida, jamás pudieron entender por qué les desnudaban antes de introducirlos en las cámaras de gas. Y así nació el Gelem, gelem.

El 8 de abril de 1971, como un clavel reventón, apareció en la vieja Europa el germen de una conciencia colectiva adormecida durante tantos siglos. Gitanos y gitanas de 25 estados residentes en los países comunistas del frío sempiterno o en la geografía tantas veces deshumanizada del más feroz capitalismo, pusimos por encima de cualquier ideología el respeto por nuestra común condición de gitanos. Y entonces algunos entendimos que éramos un Pueblo que había sabido conservar leyes y costumbres que debían ser defendidas. El respeto a los mayores, la autoridad indiscutida de los ancianos, el valor de la palabra dada, la veneración suprema de la familia es expresión palpable de nuestra máxima institución y el amor supremo e insobornable a la libertad.

Hoy no nos parece que sea el día para hablar de nuestras miserias. De la marginación que sufrimos o de los ataques racistas que padecemos. Para denunciar esa situación tenemos todos los días del año y así lo hacemos. El 8 de abril es el Día Internacional del Pueblo Gitano y tiene una vocación de fraternidad y respeto para todo el mundo. Y así como en este día  los gitanos y las gitanas del planeta se acercan a los ríos para depositar sobre sus aguas las velas del recuerdo y las flores de la libertad, en ellas está el símbolo de nuestro deseo de convivir con el resto de los ciudadanos en paz y armonía, porque una celebración que encierra el recuerdo a los antepasados y el amor a la libertad debería ser patrimonio de toda la humanidad.


Juan de Dios Ramírez Heredia
Presidente de Unión Romani
Abogado y periodista


Entre amigos é possível
 Cozinha dos Vúrdóns

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